Os Helmintos
São
organismos vivos conhecidos popularmente como vermes, pertencentes a classe dos
Nematodas. Sua população gira em torno de 500 mil espécies. Eles parasitam
plantas, moluscos, artrópodes e vertebrados. Muitos de vida livre em solo e
água.
As principais doenças causadas por esses helmintos são:
- Esquistossomose;
- Teníase/Cisticercose;
- Ascaridíase;
- Ancilostomíase;
- Enterobíase/Oxiurose;
- Tricuríase;
Dentre
os estados observados, os maiores percentuais para a esquistossomose foram
apresentados para as macrorregiões Nordeste (1,27%) e Sudeste (2,35%). Na
macrorregião Norte, a positividade (0,01%); Centro-Oeste (0,02%) e na Sul,
nenhum caso foi diagnosticado. O pesquisador salienta que nos estados de Mato
Grosso do Sul e Rio Grande do Sul à adesão a pesquisa foi muito baixa, o que
compromete os resultados dos mesmos.
Sobre
os ancilostomídeos as maiores taxas foram encontradas na região Norte com Pará
(7,21%), Tocantins (6,06%) e Amazonas (3,14%). Nos outros estados desta região,
as taxas ficaram em torno de 1%. Na região Nordeste, os estados com maior
positividade foram o Maranhão (15,79%), Sergipe (6,62%), Paraíba (5,09%) e
Bahia (4,23%). Nos outros estados desta região, a positividade ficou abaixo de
2%. No resto do país, a proporção de positivos ficou abaixo de 1%, sendo que do
Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, esta proporção foi de 0,5%.
A
distribuição da ascaridíase e tricuríase guardam semelhança. Foram encontrados
11.531 escolares com Ascaris lumbricoides, ou seja, 6,00% (IC95% - 5,05 a
6,96). Nas regiões Norte e Nordeste foram encontradas as maiores taxas de
positividade: Amazonas (19,14%), Maranhão (17,49%), Alagoas (14,26%), Sergipe
(12,86%) e Pará (11,78%). Nos outros estados destas regiões, a positividade
girou em torno de 5%, com exceção da Roraima (0,71%) e Rondônia (0,88%). No Rio
de Janeiro, Paraná, Santa Catarina em torno de 5%, em Minas Gerais 1,43% e, no
Espírito Santo 2,73%.
Medidas preventivas são ainda a melhor forma de evitar o contágio por esses parasitas. Simples atitudes de higiene como lavar bem as mãos e os alimentos que consumimos in natura ajudam a manter o indivíduo longe de doenças provocadas por esses parasitas. Ainda, evitar contato com águas contaminadas, pois pode ocorrer infecção por ingestão ou mesmo cutânea por um desses grupos.
Entretanto, existe uma dimensão coletiva que é da responsabilidade do poder público em desenvolver infraestrutura de saneamento básico como rede de esgotos, água tratada e locais adequados para o descarte de resíduos. Isso tudo deve ser possibilitado concomitantemente com um processo de educação e saúde para toda a população.
Apesar
da região nordeste estar entre as regiões com maiores incidências de
helmatoses, verifiquei com entusiasmo que o estado do Ceará não ter sido
notificado com incidências representativas. Aliás, não encontrei citação do
Ceará em nenhum dos casos identificados.
Referências
Katz, Naftale. Inquérito Nacional de Prevalência da Esquistossomose mansoni e Geo-helmintoses/Naftale Katz. – Belo Horizonte: CPqRR, 2018. Disponível em:
MELLO, Dalva A. et al . Helmintoses intestinais: I - Conhecimentos, atitudes e percepção da população. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 22, n. 2, p. 140-149, Apr. 1988 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101988000200010&lng=en&nrm=iso>. access on 01 Oct. 2020. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101988000200010.
MUNOZ, Suzana Segura; FERNANDEZ, Ana Paula Morais. Principais doenças causadas por helmintos. Licenciatura em Ciências, USP. 2012. Disponível em: https://midia.atp.usp.br/plc/plc0501/impressos/plc0501_07.pdf

